quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
ordem e controle social
Ordem social e controlo social
- "Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem."
Bertolt Brecht, escritor/ poeta/dramaturgo alemão (1898-1956)
As nossas actividades desmoronar-se-iam se não cumpríssemos as regras que definem certos tipos de comportamento como correctos em determinados contextos e outros como inapropriados. Um comportamento civilizado na estrada, por exemplo, seria impossível se os condutores não respeitassem a regra de conduzir à direita. Poderá pensar-se que aqui não há desviantes, a não ser em caso de condução negligente ou sob influência do álcool. Contudo, se pensa desta forma está enganado. A maioria dos condutores é constituída não apenas por indivíduos desviantes mas por criminosos também, na medida em que a maioria das pessoas, sempre que a polícia de trânsito não está à vista, conduz bem acima dos limites de velocidade.
Todos nós tanto desrespeitamos regras como as seguimos; todos somos também criadores de regras. Os condutores podem não circular a 120 km/h nas autoestradas nem a 100 km/h nas vias rápidas, mas a maioria dos condutores não ultrapassa os 140 km/h nas primeiras, nem os 120 km/h nas segundas, e tem tendência a reduzir a velocidade sempre que atravessam áreas urbanas.
Ninguém quebra todas as regras, assim como ninguém as respeita todas. Mesmo indivíduos que estão totalmente à margem da sociedade respeitável, como os assaltantes de bancos, seguirão as regras dos grupos a que pertencem.
O estudo do comportamento desviante é das áreas mais intrigantes e complexas da Sociologia, ensinando-nos que ninguém é tão normal quanto gosta de pensar. Ajuda-nos igualmente a perceber que aquelas pessoas cujo comportamento pode parecer estranho ou incompreensível, são seres racionais quando compreendemos a razão dos seus actos.
O desvio, tal como a conformidade às normas e regras sociais dependem do poder social para definir e impor os padrões de conduta, pelo que o desvio nunca poderá ser definido sem nos questionarmos: “as regras de quem?”.
Uma acção que nos parece criminosa num dado contexto, poderá noutra situação parecer heróica [ver Jodie Foster, em A Estranha em Mim].
O desvio pode ser definido como uma inconformidade em relação a determinado conjunto de normas aceite por um número significativo de pessoas. As normas são acompanhadas por sanções que promovem a conformidade (sanções positivas) e castigam a não conformidade (sanções negativas).
O desvio é o conjunto de comportamentos e de situações que os membros de um grupo consideram não conformes às suas expectativas, normas ou valores e que, por isso, correm o risco de suscitar condenação e sanções da sua parte. (Boudon, 1995:380) A definição de comportamento desviante pressupõe a existência de um universo normativo, estabelecendo os comportamentos padrão no mesmo grupo.
É habitual distinguir entre sanções físicas, sanções económicas, sanções religiosas e sanções especificamente sociais, que são mais diversas e numerosas. O grupo de amigos, a família e a pequena comunidade empregam fundamentalmente sanções sociais, que variam com a gravidade da falta.
O falatório, o diz-que-diz, a fofoca, o mexerico, a bisbilhotice são sanções poderosas e temidas, tanto mais eficazes quanto menor a comunidade; seu poder baseia-se principalmente nas possíveis deformações e amplificações da realidade. Por sua vez, a excentricidade, as acções consideradas ridículas dão origem a um outro tipo de sanção: a troça, a zombaria e o riso. A reprovação da conduta pode manifestar-se ainda através do silêncio, do olhar de censura, da careta e de outras expressões fisionómicas.
Na sociedade urbana, o anonimato, a mobilidade e os variados grupos existentes diminuem a eficácia de todos os tipos de sanções informais, criando a necessidade de outros meios de controlo social mais formais. Os controlos formais são obrigatórios para todos os indivíduos que participam num grupo, grande ou pequeno, onde são introduzidos. São formais: as leis, os decretos, e demais diplomas promulgados pelo Estado (resoluções, portarias, estatutos,…): os estatutos e regulamentos dos sindicatos, das empresas, dos clubes, das escolas e Universidades,...; os preceitos da Igreja.
A expressão “controlo social” geralmente é caracterizada nos dicionários como circunscrevendo uma temática relativamente autónoma de pesquisa, voltada para o estudo do “conjunto dos recursos materiais e simbólicos de que uma sociedade dispõe para assegurar a conformidade do comportamento de seus membros a um conjunto de regras e princípios prescritos e sancionados” (Boudon; Bourricaud, in ALVAREZ, 2004:169).
http://www.scielo.br/pdf/spp/v18n1/22239.pdf
O controlo social já estava implícito na obra de Durkheim, apesar de ter desenvolvido outros conceitos, como anomia, solidariedade mecânica e orgânica, etc. Se o crime “ofende certos sentimentos coletivos dotados de uma energia e de uma clareza particulares” (Durkheim, ibidem), a pena é a reação colectiva que, embora aparentemente voltada para o criminoso, visa na realidade reforçar a solidariedade social entre os demais membros da sociedade e, consequentemente, garantir a integração social (...) no momento em que alguém desobedece às normas sociais e ameaça a ordem social.
Mas o termo “controlo social” ficará estabelecido pela Sociologia norte-americana para integrar os mecanismos de cooperação e de coesão voluntária da sociedade (Rothman, ibidem). Guy Rocher engloba o conjunto das sanções positivas e negativas no conceito de controlo social, afirmando ser o mesmo “o conjunto das sanções positivas e negativas a que a sociedade recorre para assegurar a conformidade das condutas aos modelos estabelecidos”.
1. Explica porque não é óbvio se um dado comportamento seja padrão ou desviante em Sociologia, apesar de aos nossos olhos nos parecer uma classificação elementar.
2. Mostra com dois exemplos do teu quotidiano que “todos nós tanto desrespeitamos regras como as seguimos, assim como também todos somos criadores de regras”.
3. Relaciona a conformidade das mulheres com o papel que lhes foi atribuído pelo poder social dominante (masculino) com a sua literacia.
4. Mostra que indivíduos habitualmente conformistas, podem assumir comportamentos tidos por desviantes em situações extremas.
5. Justifica porque o código moral é aquele que mais frequentemente nos impõe normas de conduta, relativamente às sanções impostas pelos grupos.
6. Comenta a importância relativa dos grupos apresentados no controlo social em meios rurais relativamente aos centros urbanos.
7. Comenta a violência do controlo social em MATRIX.
8. Dá dois exemplos de:
a) Sanções físicas positivas;
b) Sanções físicas negativas;
c) Sanções económicas positivas;
d) Sanções económicas negativas;
e) Sanções religiosas positivas;
f) Sanções religiosas negativas;
g) Sanções formais;
h) Sanções informais.
9. Retomando a expressão de Bertolt Brecht, discute (mínimo de 50 palavras) se te parece relativamente mais simples lutar pela definição do seu próprio estilo de vida ou aceitar um estilo de vida semelhante ao comum na sua cultura.
Bibliografia
GIDDENS, Anthony, (2000), Sociologia, Fundação Calouste
a catástrofe malthusiana
A teoria populacional malthusiana foi desenvolvida por Thomas Malthus (1766 — 1834), um clérigo anglicano britânico, além de intelectual influente em sua época, nas áreas de economia política, e demografia .
Malthus percebera que o crescimento populacional entre os anos 1650 e 1850 havia dobrado, em razão do aumento da produção de alimentos, das melhores condições sanitárias e do aperfeiçoamento no combate às doenças - benefícios decorrentes da revolução industrial. Essas melhorias fizeram com que a taxa de mortalidade diminuísse e a taxa de natalidade aumentasse.
Preocupado com o crescimento populacional acelerado, Malthus publica, anonimamente, em 1798, An Essay on the Principle of Population, obra em que expões suas ideias e preocupações acerca do crescimento da população do planeta. Malthus alertava que a população crescia em progressão geométrica, enquanto que a produção de alimentos crescia em progressão aritmética. No limite, isso acarretaria uma drástica escassez de alimentos e, como consequência, a fome. Portanto, inevitavelmente o crescimento populacional deveria ser controlado.
Uma praga biológica ocorre quando a população de uma dada espécie tem alta taxa de natalidade e baixa taxa de mortalidade, de modo que o número de indivíduos cresce, pressionando os recursos naturais a ponto de desequilibrar o meio ambiente. Essa superpopulação pode ser reduzida por doenças ou por predadores dessa população. Se os predadores e parasitas (pestes) não aparecerem, o descontrole continua até que escasseiam os alimentos disponíveis no ambiente, gerando competição intraespecífica, e o controle populacional se dá pela fome. No caso da população humana, segundo Malthus, a peste, a fome e a guerra atuariam como dispositivos de controle da explosão demográfica.
Na falta desses três elementos, haveria fatalmente uma explosão demográfica, que, sempre segundo Malthus, estava em curso desde a Revolução Gloriosa, na Inglaterra(1688 -1689).[carece de fontes] Assim, a solução defendida por Malthus seria:
- A sujeição moral de retardar o casamento
- A prática da castidade antes do casamento
- Ter somente o número de filhos que se pudesse sustentar
As teorias de Malthus foram desmentidas no século XX, pelo progresso técnico incorporado à produção agrícola, na chamada Revolução Verde,.
Observe o crescimento populacional humano em bilhões de habitantes a partir de 1860 até os dias de hoje:
- 1 a 2 bilhões de pessoas entre 1850 a 1925 - 74 anos
- 2 a 3 bilhões de pessoas entre 1925 a 1962 - 39 anos
- 3 a 4 bilhões de pessoas entre 1962 a 1975 - 13 anos
- 4 a 5 bilhões de pessoas entre 1975 a 1985 - 12 anos
- 5 a 6 bilhões de pessoas entre 1985 a 1994 - 11 anos
- 6 a 7 bilhões de pessoas entre 1994 a 2011 - 16 anos
A tendência é de que, nos próximos séculos, a população comece a diminuir.[1]
Fonte : wikipedia
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Artista chinês recria fotografia de criança síria encontrada numa praia turca
Ai Weiwei e a sua equipa aliaram-se ao fotógrafo Rohit Chawla e reproduziram a fotografia de Aylan Kurdi, a criança síria que foi encontrada sem vida numa praia na Turquia em setembro de 2015.
“Quando lhe disse ‘encontramo-nos no teu estúdio’, Ai Weiwei respondeu: “a costa é o meu estúdio”, contou ao jornal norte-americano Gayatri Jayaraman, editor da India Today que entrevistou o artista chinês. Em janeiro, Ai transferiu o seu estúdio para a Lesbos, um ponto importante para a entrada de sírios na União Europeia, de modo a chamar a atenção para a crise de refugiados. Desde então, tem passado os seus dias à beira-mar, ajudando as equipas de resgate e colecionando partes dos barcos para uma instalação.
“Ele é um grande artista mas, para mim, também parece uma espécie de Mahatma Gandhi. É muito caloroso e humilde, mas a sua presença naquela situação, enquanto chegavam refugiados cansados, molhados e gelados, foi colossal. E muito política”, acrescentou Jayaraman, que teve a oportunidade de ver o artista chinês a ajudar os refugiados junto à praia.
A fotografia de Ai Weiwei, que será publicada esta semana na revista indiana, integrou a exposição “The Artists”, que esteve patente este fim de semana na India Art Fair, em Nova Deli. “É uma imagem icónica porque é muito política, humana e envolve um artista muito importante como Ai Weiwei”, disse ao jornal norte-americano Sandy Angus, diretora da feira de arte. “A imagem é assombrosa e representa a crise de imigração e o desespero das pessoas que tentam escapar dos seus passados em busca de um futuro melhor.”
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
A problemática dos refugiados
Um guia para entender a crise dos refugiados
O DRAMA DOS REFUGIADOS É RECENTE?
Não. Apesar de hoje estar a assumir uma grande dimensão, este não é um fenómeno recente na época contemporânea. Guerras, ajustes territoriais, crises ambientais, regimes ditatoriais têm obrigado milhares de pessoas a fugir das suas casas.
A questão dos refugiados começou a ser tratada mais seriamente depois da II Guerra Mundial. Foi nessa altura que, por decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas, se criou um organismo especializado para tratar do problema dessas pessoas: o ultimamente tão falado ACNUR - Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, de que António Guterres é Alto Comissário.
Nascido em finais de 1950, este organismo tem competência para gerir toda a ação internacional que vise proteger e encontrar resposta para as pessoas deslocadas em todo o mundo, salvaguardando os seus direitos e o seu bem-estar.
QUEM SÃO OS REFUGIADOS?
Para encontrar a definição de refugiado é preciso consultar a Convenção sobre o Estatuto dos Refugiados de 1951, onde ficou escrito que refugiado é uma "pessoa que receia, com razão, ser perseguida em função da sua raça, religião, nacionalidade, pertença a um determinado grupo social ou opinião política e não possa ou, em virtude daquele receio, não queira, pedir proteção do seu país".
Os refugiados são homens, mulheres e crianças de todas as idades. Muitas vezes, têm menos de 18 anos e viajam sozinhos, por sua conta e risco, na esperança de encontrar um país que os acolha. Procuram, acima de tudo, segurança, algo que os distingue dos migrantes económicos, que geralmente procuram melhores condições económicas noutro país. Ao contrário dos refugiados, os migrante económicos têm proteção no país onde nasceram.
QUE DIREITOS E DEVERES TÊM OS REFUGIADOS?
Comecemos pelos direitos. Todos os refugiados têm direito a não serem discriminados em função da sua raça, religião, sexo ou país de origem.
Um dos princípios fundamentais do Estatuto é a chamada "não-devolução" ('non-refoulement'), segundo o qual os países não devem expulsar ou "devolver" ao país de origem um refugiado contra a vontade deste (salvo raras exceções, por exemplo, uma pessoa que tenha praticado crimes de guerra ou violado direitos humanos não tem direito ao estatuto).
No país onde estão refugiadas, estas pessoas têm direito a um emprego remunerado, a assistência médica, a habitação, a aceder à justiça, ao ensino público, a liberdade de circulação, entre outros.
E, claro, os Refugiados também têm deveres. Respeitar as leis do país que os recebeu é um deles.
QUANTOS REFUGIADOS HÁ NO MUNDO?
O número tem vindo a crescer. Em junho do ano passado, o ACNUR comunicou a existência de mais de 52 milhões de pessoas refugiadas e deslocadas no mundo - foi a primeira vez desde a II Guerra Mundial que esse número superou os 50 milhões.
Por trás deste valor escondem-se refugiados, mas também pessoas que solicitam asilo noutro país, gente que está deslocada dentro do próprio país e apátridas (pessoas que não têm nacionalidade, porque nasceram sem ela ou porque ela lhes foi retirada pelo Estado), por exemplo.
QUAIS OS PAÍSES COM O MAIOR NÚMERO DE REFUGIADOS?
No ano passado, esse triste recorde era detido pelos afegãos (2,5 milhões).
Em seguida vinham:
- sírios (2,4 milhões)
- somalis (1,1 milhões)
- sudaneses (650 mil)
- congoleses (500 mil)
- birmanos (480 mil)
- iraquianos (401 mil)
- colombianos (396 mil)
- vietnamitas (314 mil)
- eritreus (308 mil)
- somalis (1,1 milhões)
- sudaneses (650 mil)
- congoleses (500 mil)
- birmanos (480 mil)
- iraquianos (401 mil)
- colombianos (396 mil)
- vietnamitas (314 mil)
- eritreus (308 mil)
Neste momento, os sírios devem já liderar a tabela.
E QUAIS OS PAÍSES QUE MAIS REFUGIADOS RECEBEM?
Segundo os mesmos dados divulgados em junho de 2014, o país que mais Refugiados acolheu foi o Paquistão(1,6 milhões) e o Líbano (cerca de 730 mil).
É curioso ver que só cinco por cento dos sírios estão refugiados na Europa (não considerando a euroasiática Turquia). Os outros 95 por cento encontram-se a viver em apenas cinco países vizinhos. São eles: o Líbano, a Jordânia, o Iraque, o Egito e a Turquia.
TODOS VÃO TER OPORTUNIDADE DE REFAZER A SUA VIDA NOUTRO PAÍS?
A resposta é um redondo não. Já para não falar nos muitos milhares que morrem durante a viagem em busca de uma vida melhor.
Muitos passarão anos em campos de refugiados (só uma minoria tem a sorte de ficar num campo em que tenha acesso a escolarização, por exemplo) até regressarem aos seus países, outros viverão a dura condição de ilegais, alguns juntar-se-ão a familiares que estão já nos locais para onde se dirigem, dividindo casas sem o mínimo de conforto.
Só uma minoria terá acesso ao chamado "reassentamento", que acontece quando um país "proporciona aos refugiados proteção jurídica e física, incluindo acesso a direitos civis, políticos, económicos, sociais e culturais sob as mesmas bases dos seus cidadãos nacionais", como explica o ACNUR. Neste caso, os países devem permitir aos refugiados obter a nacionalidade.
Há poucos países com programas de reassentamento. No topo mundial surgem os Estados Unidos. Se olharmos só para a Europa, esse título é detido pelos países nórdicos.
Por serem considerados "especialmente vulneráveis", os sobreviventes de tortura são os que mais beneficiam deste tipo de programa do ACNUR, tal como pessoas que tenham graves necessidades médicas e mulheres e crianças que corram risco de sofrer violência sexual.
MAS ENTRAR ILEGALMENTE NUM PAÍS NÂO DÁ DIREITO A PRISÃO?
Em princípio sim, mas com os refugiados tal não é suposto acontecer. O ACNUR lembra que "uma pessoa é um refugiado independentemente de já lhe ter sido ou não concedido esse estatuto por meio de um processo legal (...)" e que um refugiado tem direito a um asilo seguro, beneficiando das mesmas condições de "qualquer outro estrangeiro a residir legalmente no país, incluindo direitos fundamentais que são inerentes a todos os indivíduos".
Sabias que, de acordo com o direito internacional, o comandante de um navio tem a obrigação de salvar qualquer pessoa que esteja em perigo no mar? É verdade e o ACNUR recomenda que, mesmo os passageiros clandestinos que sejam apanhados a viajar num navio, devem ter direito a desembarcar no porto seguinte, para aí solicitarem o estatuto de refugiado.
Por tudo isto, dá para entender que a questão dos refugiados é um tema muito difícil e complexo, para o qual o Mundo precisa de continuar a encontrar respostas, soluções. Apesar dos passos já dados, do trabalho da ACNUR e de uma série de instituições governamentais e não-governamentais, muito tem de ser feito para que todos os seres humanos tenham, de facto, direito a uma vida digna.
domingo, 17 de janeiro de 2016
Estatuto e papel social
Estatuto e papel social
Os sociólogos chamam papel social às expectativas da sociedade, relativamente ao nosso comportamento em cada circunstância particular. Chamam estatuto social ao lugar, ou posição, que determinado indivíduo ou grupo ocupa na colectividade, bem como o conjunto de comportamentos que esse indivíduo ou grupo pode objectivamente esperar dos demais, em virtude do papel social que desempenha.
O Papel Social é, assim, um conjunto de comportamentos próprios de um determinado cargo social esperados pela sociedade enquanto o estatuto social é um conjunto de comportamentos que um indivíduo espera da sociedade em função do papel social que desempenha
Quais são os principais factores que influenciam o estatuto social?
- Estrato social a que pertence;
- Ascendência: família de que o indivíduo provém ( nobre, rica, intelectual, etc.;)
- Situação económica (poder económico);
- Situação política;
- Papéis que desempenha;
- Meios que o indivíduo frequenta;
- Sexo
- Idade;
- Cor a pele; etnia;
- A religião.
Quando falamos de estatuto, falamos de Estatuto atribuído e Estatuto adquirido. O Estatuto atribuído é o lugar que cada indivíduo ocupa nos diferentes grupos a que pertence ou no conjunto da sociedade global, poder-lhe-á ser, inquestionavelmente, transmitido, isto é, atribuído. Assim acontece com o estatuto de filho, de herdeiro, o de monarca que ascende ao trono por via hereditária… Em todos os casos apontados, os indivíduos nada fizeram para terem direito ao cargo ou à posição social que ocupam.
O Estatuto adquirido, por seu turno, resulta de um certo esforço dos indivíduos para o alcançar. É o caso do indivíduo casado, com profissão, praticante de um desporto ou um candidato a um cargo político, por exemplo. Nestas situações, o indivíduo teve de agir para conseguir este novo estatuto.
O Papel Social é, assim, um conjunto de comportamentos próprios de um determinado cargo social esperados pela sociedade enquanto o estatuto social é um conjunto de comportamentos que um indivíduo espera da sociedade em função do papel social que desempenha
Quais são os principais factores que influenciam o estatuto social?
- Estrato social a que pertence;
- Ascendência: família de que o indivíduo provém ( nobre, rica, intelectual, etc.;)
- Situação económica (poder económico);
- Situação política;
- Papéis que desempenha;
- Meios que o indivíduo frequenta;
- Sexo
- Idade;
- Cor a pele; etnia;
- A religião.
Quando falamos de estatuto, falamos de Estatuto atribuído e Estatuto adquirido. O Estatuto atribuído é o lugar que cada indivíduo ocupa nos diferentes grupos a que pertence ou no conjunto da sociedade global, poder-lhe-á ser, inquestionavelmente, transmitido, isto é, atribuído. Assim acontece com o estatuto de filho, de herdeiro, o de monarca que ascende ao trono por via hereditária… Em todos os casos apontados, os indivíduos nada fizeram para terem direito ao cargo ou à posição social que ocupam.
O Estatuto adquirido, por seu turno, resulta de um certo esforço dos indivíduos para o alcançar. É o caso do indivíduo casado, com profissão, praticante de um desporto ou um candidato a um cargo político, por exemplo. Nestas situações, o indivíduo teve de agir para conseguir este novo estatuto.
Petróleo desce abaixo dos 30 dólares
Petróleo desce abaixo dos 30 dólares
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O petróleo mantém a trajétória descendente e situa-se agora abaixo dos 30 dólares por barril.
Em Londres o índice Brent recuou 3% com o barril a atingir $29.86; no mercado norte-americano a queda é ainda mais abrupta, cerca de 5%. Aqui o barril vale $29.75.
Esta semana a matéria-prima já perdeu cerca de 10% de valor.
Os efeitos já se começam a sentir nas principais praças bolsistas. Na Europa as bolsas recuaram mais de 1% e na Ásia os índices atingiram os valores mais baixos dos últimos três anos e meio.
Entre os principais fatores conta-se a desaceleração da economia chinesa assim como a entrada no mercado do petróleo iraquiano.
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